Buscas por desaparecidos após naufrágio na Guiana entram em nova fase e área é ampliada
As equipes de resgate da Guiana seguem mobilizadas na busca por desaparecidos após o naufrágio da balsa MV Barima, ocorrido durante uma viagem entre Georgetown e Port Kaituma. De acordo com a atualização mais recente das autoridades, 67 pessoas foram resgatadas, enquanto as buscas continuam pelos demais ocupantes da embarcação.
O Centro de Coordenação de Busca e Resgate informou que a operação permanece em andamento com apoio da Guarda Costeira da Força de Defesa da Guiana, órgãos de emergência e pescadores da região, que conhecem as águas onde ocorreu o acidente.
Área de buscas mais que dobrou
Entre os 67 sobreviventes estão 41 homens, 11 mulheres e 15 crianças. As vítimas foram encaminhadas para unidades de saúde nas localidades de Charity e Lima, onde recebem atendimento médico. O governo também disponibilizou equipes de apoio psicológico para prestar assistência às famílias que aguardam notícias dos desaparecidos.
Com o avanço das operações, a área de buscas foi ampliada de 400 para 1.070 quilômetros quadrados, na tentativa de aumentar as chances de localizar sobreviventes. As autoridades reforçaram que embarcações, equipes especializadas e moradores locais participam dos trabalhos de resgate.
Investigação sobre o acidente continua
Segundo informações divulgadas pelo governo, a balsa transportava 116 passageiros e 17 tripulantes, totalizando 133 pessoas a bordo. As autoridades afirmam que a embarcação tinha capacidade para mais de 300 ocupantes e que, de acordo com o manifesto de carga, operava dentro dos limites permitidos.
O ministro de Obras Públicas da Guiana, Juan Edghill, afirmou que os primeiros relatos apontam que uma forte onda pode ter provocado o tombamento da embarcação durante a viagem. O navio havia deixado Georgetown na noite de sábado e seguia para Port Kaituma, trajeto que inclui navegação em mar aberto antes da entrada em um rio que leva ao destino final.
Um dos sobreviventes relatou que precisou permanecer várias horas no mar até ser localizado pelas equipes de resgate, evidenciando a gravidade do acidente.
Enquanto as buscas continuam, o governo guianense mantém a expectativa de localizar os desaparecidos e informou que uma investigação será conduzida para esclarecer as causas do naufrágio, considerado uma das maiores tragédias marítimas recentes do país.
Por: Dayane Cardoso